Tiago Veloso é Português, fundador do Visual Loop. Mora em Bonito (MS), e trabalha ajudando agências digitais e empresas a formarem os seus times de mídias sociais. Siga as suas atualizações no Twitter ou no LinkedIn.

Seres Visuais

Está na hora de assumirmos a nossa condição de 'seres visuais', de reconhecer a força da 'visualidade' no próprio processo evolutivo.

27 de junho de 2012  |  CATEGORIAS: Colunas, Visualidade Social

Não escolhi um bom dia para inaugurar esta coluna. Portugal perdeu com a Espanha no Euro 2012 e, apesar de não me considerar um fanático de futebol e estar fora do país há quase uma década, é lógico que fiquei triste. Seria uma vitória importante para um país que precisa de motivos para se alegrar, mesmo que essa alegria seja apenas passageira.

Mas assim decidiram os ‘deuses do futebol’. Parabéns à Espanha, que continua com o seu ciclo de sucesso no futebol, e aos espanhóis, que também precisam das boas notícias para ajudar a lidar com a crise econômica.

Mal o jogo terminou, multiplicaram-se as mensagens nas redes sociais. É algo inevitável, nesta Era Digital. Desabafos, mensagens de apoio, indignação, milhões de adeptos despejando suas emoções e, com isso, formando um registro, uma impressão digital que pode ser capturada e imortalizada visualmente.

Não foi preciso muito tempo para que eu publicasse no HashTrash um ‘print’ do mapa das menções a “Portugal” no Trendsmap. Também não tive nenhum esforço para usar a ferramenta de criação de infográficos do Visual.ly para ver como a hashtag #portugal se comportou no último mês. E ainda olhei como foi o duelo entre os dois países ibéricos no Twitter, com o Twitter Venn (os gráficos estão no final do texto).

É claro que estes exemplos são muito simples, e é legítimo questionar a sua validade no contexto de alguma atividade profissional profissional. Eles oferecem somente uma visão geral, uma sensibilidade superficial – diferente de trabalhar diretamente com os dados retirados da API do Twitter ou do Facebook, por exemplo.

Mesmo assim, são cada vez mais as ferramentas à disposição de quem quer se aventurar no campo da visualização, mesmo sem ter qualquer experiência, e tenho a certeza que isto é ainda apenas o começo. Trata-se, afinal, de assumirmos a nossa condição de ‘seres visuais’, de reconhecer a força da ‘visualidade‘ no próprio processo evolutivo.

Os avanços tecnológicos das últimas duas décadas convergem para uma realidade de informação omnipresente, e acho que tem muita gente por aí que, como eu, não tem um passado profissional ligado à visualização de informação, mas já reconhece a sua importância, a sua utilidade, e a necessidade de começar a investir algum tempo no aprendizado dessas novas ferramentas.

Porquê? Porque sem elas, compreender os novos paradigmas sociais  é como tentar aprender Geografia sem nunca ter visto um mapa: você pode até memorizar todos os países e capitais, mas dificilmente vai conseguir saber onde eles realmente estão localizados.

Um abraço – em especial a todos os portugueses.

@TSSVeloso

Fonte: Trends Map, acessado em 27/06

Criado com: Visua.ly, em 27/06/2012

Criado com Twitter Venn, em 27/06/2012

 

 

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