Consultora de comunicação e entusiasta dos efeitos da tecnologia e da internet sobre sua área, foi indicada para o Prêmio Mulher Imprensa 8ª. edição pelo seu blog Mosaico Social. Dá workshops e aulas de mídias sociais e está a um google de alcance.

Cultura de dados & jornalismo: a vez da subjetividade exata

A Cultura de dados está aí, e vai requerer do jornalista convencional novos conhecimentos.

9 de julho de 2012  |  CATEGORIAS: Ângulos, Colunas

Foi com um misto de honra e receio que recebi a ligação do Tiago Veloso, a quem conheci no meio digital, notadamente no Twitter, com o convite para contribuir regularmente com seu novo projeto, o Visual Loop, como colunista.

Escrever sobre o jornalismo, a visualização das informações via infográficos num universo cada vez mais visual e calcado em estatísticas – a cultura de dados – buscando contextualizar seu crescimento no Brasil em relação ao que lá fora já se transformou em livro, cursos dentro de jornais, como no The Guardian, com dicas de como se tornar um jornalista de dados, é um desafio e tanto. E, como todo desafio, esta oportunidade abre uma infinidade de possibilidades de novos conteúdos e formatos.

Existem duas questões a se considerar: uma delas é o acesso a informações estatísticas (dados) que permitem ou não gerar matérias – em forma de textos ou não. O outro lado é o do jornalismo visual, com a crescente utilização de ferramentas que permitem contar a notícia usando recursos visualmente mais atraentes tendo como fonte principal os dados – e aí entram linhas do tempo, percentuais de uso em um sistema comparativo etc..

Espero poder compartilhar aqui como acadêmicos, alunos e profissionais – de redação e do mercado corporativo de comunicação – estão vendo e assimilando a “cultura de dados” nesta nova forma de decidir, fazer e receber informação. Uma cultura que está aí e que certamente vai requerer do jornalista convencional conhecimentos de matemática, uso de planilhas de processamento de números e ainda técnicas de programação aos quais ele não está acostumado e sequer tem “vocação”, inclusive. Bom, mais aí, este assunto por si só, dá uma pauta específica.

Te espero no próximo post, então. Até lá, fique com este infográfico da designer free lance Lulu Pinney. Ele ilustra o fluxo de trabalho de jornalistas que escrevem matérias usando dados como fontes, alguns dos tópicos abordados no Data Journalism Handbook. Se você tiver algum comentário ou provocação, vamos compartilhar opiniões e trazer mais gente para este latifúndio de discussão e oportunidades.

Poster promocional do Data Journalism Handbook

(infográfico: Lulu Pinney | Data Journalism Handbook)

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