Consultora de comunicação e entusiasta dos efeitos da tecnologia e da internet sobre sua área, foi indicada para o Prêmio Mulher Imprensa 8ª. edição pelo seu blog Mosaico Social. Dá workshops e aulas de mídias sociais e está a um google de alcance.

Jornalismo de dados: sai a intuição, entra a matemática

A pirâmide invertida do jornalismo de dados, e a importância crescente do 'visual' na matéria final.

18 de julho de 2012  |  CATEGORIAS: Ângulos, Colunas

A entrada do jornalismo na era multiplataforma mudou para sempre sua essência. A mudança é tamanha, que mesmo a pirâmide invertida  deixou de ter a importância de sempre e vale apenas até o momento em que a matéria fica pronta. Na hora de comunicá-la usando as plataformas digitais, a pirâmide se inverte. E o visual cada vez mais passa a ter mais peso no resultado final.

A pirâmide invertida do jornalismo de dados

(imagem: Paul Bradshaw | OnlineJournalism Blog)

Neste cenário, uma nova forma de se fazer jornalismo vem crescendo e, segundo a jornalista argentina Sandra Crucianelli, que coordena um grupo de trabalho sobre o tema, no La Nacion, está se tornando uma disciplina de especialização: é o jornalismo de dados. Trata-se de uma nova técnica de investigação, cujo resultado está calcado em variáveis quantitativas e qualitativas aplicadas a um modelo matemático. No meio de tantos dados (big data), um padrão de comportamento ou sua mudança vai gerar a conclusão, ou seja, a notícia. Ou como explica o jornalista inglês Paul Bradshaw, uma das maiores autoridades mundiais no tema:

O jornalismo de dados começa de duas maneiras: ou você tem uma questão que necessita de números para explicá-la ou um conjunto de dados que precisam ser confrontados. Seja como for, é a compilação de dados que o define como jornalismo de dados.

Esta nova modalidade de investigação, cruzamento de dados e conclusões sobre um determinado assunto está mudando o esteriótipo do jornalista de veículo impresso – antes solitário em sua busca por um furo jornalístico, hoje uma equipe multidisciplinar, que envolve não somente jornalistas, mas programadores, analistas de sistemas e designers. O jornalismo de dados caminha mais perto das ciências exatas, fazendo, inclusive, a matemática ser integrada à grade em cursos de jornalismo mundo afora. O desafio de permitir aos novos profissionais entenderem como tirar proveito dos números pode ser a grande diferença entre o jornalismo ensinado e praticado antes e depois da internet e das redes sociais. Acompanhe, a seguir, algumas das ferramentas que passaram a integrar o cotidiano dos jornalistas:

 

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